terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MEC quer ensino médio menos técnico e mais prático

Fonte: Rede Brasil Atual, http://www.redebrasilatual.com.br/temas/educacao/2012/02/mec-quer-ensino-medio-menos-tecnico-e-mais-pratico .

De acordo com o relator das diretrizes curriculares para o ensino médio, a metodologia praticada não dá conta dos interesses da juventude
Publicado em 01/02/2012, 17:10

São Paulo – O Ministério da Educação publicou na edição desta terça-feira (31) do Diário Oficial da União as diretrizes curriculares para o ensino médio de todo o país. De acordo com o relator do texto e membro do Conselho Nacional de Educação, José Fernandes de Lima, a iniciativa visa a propor um ensino "menos técnico e mais prático e humano".
“Essas diretrizes estão substituindo as diretrizes de 1998. Aprovamos o texto em maio de 2011 e ele foi homologado em janeiro de 2012. Desde 1998, muita coisa mudou, muita coisa evoluiu. Por exemplo, o número de alunos no ensino médio quase dobrou nesses 14 anos. Apareceram novas avaliações”, explica o relator.
Uma dessas novas avaliações, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) surgiu em 1998 e já é utilizado como critério de seleção por 500 universidades federais e estaduais, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). José Fernandes negou que as alterações nas diretrizes foram elaboradas pensando em similaridade com a metodologia praticada pelo Enem. No entanto, assumiu que esse processo se dará espontaneamente no futuro.
“As diretrizes que nós escrevemos estão dizendo que precisamos fugir daquele ensino de 'decoreba'. Tem de ensinar os textos, os conteúdos mais voltados para a vida, para a prática. Nesse caso, quando as pessoas começarem a praticar mais as diretrizes vai haver uma natural aproximação com o Enem”, teorizou o conselheiro.
Essa mudança de filosofia para os estudantes do ensino médio fica evidente quando o relator inclui nas diretrizes que o ensino deve ser norteado pelo “aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico”, diz a resolução no Diário Oficial.

Preparando para a vida...

“Entendemos que o ensino médio tem um espaço muito grande ainda para melhorar. O que vem sendo praticado não está dando conta dos interesses da juventude”, ressalta o conselheiro do CNE. José Fernandes defende que “o ensino médio não é apenas para preparar para o vestibular e para o mercado de trabalho, ele tem de preparar para a vida também.”
Baseando-se na formação integral do estudante, a iniciativa ainda prega que o aprendizado deve basear-se na “educação em direitos humanos como princípio nacional norteador”, e a sustentabilidade ambiental como meta universal. Para o relator, o ensino médio que vem sendo praticado não está dando conta dos interesses da juventude, por isso, a necessidade de mudança.

Matérias

Apesar das alterações recomendadas, as matérias tradicionais também foram mencionadas nas diretrizes. Divididas por áreas de conhecimento, as velhas conhecidas dos alunos deverão seguir a seguinte orientação: de linguagens constam as aulas de língua portuguesa, língua materna (para populações indígenas), língua estrangeira moderna, arte e educação física. O ensino da língua espanhola também é colocado como obrigatório pelas instituições de ensino.
Matemática é a segunda área de conhecimento. A terceira é ciências da natureza, subdivididas em biologia, física e química, e as ciências humanas, que incluem as disciplinas de história, geografia, filosofia e sociologia.

sábado, 26 de novembro de 2011

UFJF extingue vestibular

Fonte: http://blogdoonipresente.blogspot.com/2011/11/dedo-do-lula.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blogspot%2FjENg+%28Oni+Presente%29





UFJF extingue vestibular em processos seletivos Decisão começa a valer para 2013. Provas deste ano permanecem inalteradas, mudança só vale para a próxima edição

"A forma de ingresso nas universidades do Brasil pelos vestibulares é antiquada e não corresponde às mudanças sofridas pelo ensino superior”. O Enem, segundo ele, explora as competências, além de valorizar a leitura".

“uma universidade federal é feita para o país”. A possibilidade da UFJF fazer uma prova nos mesmos moldes do Enem também foi considerada por Magrone. “Exigiria um custo humano e institucional enorme, sendo que sem necessidade”.

A partir do próximo ano não haverá mais vestibular como forma de seleção para ingressar na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Provas deste ano permanecem inalteradas e a mudança só vale para a próxima edição.

O ingresso a partir de 2013 ficou dividido da seguinte forma: 70% das vagas que até esta edição do processo eram destinadas ao vestibular, serão disputadas pelos candidatos através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação, composto pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Pism, continua recebendo 30% das vagas ofertadas pela instituição. O Pism é o programa de vestibular parcelado da UFJF, no qual o estudante pode dividir o exame nos três anos do ensino médio.

A decisão foi tomada pelo Conselho Setorial de Graduação, nesta quinta-feira. De acordo com o conselho, a decisão teve como base o objetivo de estabilizar as formas de ingresso na Universidade. Segundo o pró-reitor de Graduação e presidente do Conselho, Eduardo Magrone, “a mudança era algo mais do que esperado, senão agora, para os próximos anos”. Ele lembra que a UFJF veio ampliando sua participação no Enem desde 2008, resultando na total adoção do exame.

O Enem

Magrone reconhece que o Enem precisa passar por reformas, em especial, na área logística e de segurança. No entanto, acredita que não há prejuízo para a instituição em relação ao perfil do aluno selecionado. “Pelo contrário, a forma de ingresso nas universidades do Brasil pelos vestibulares é antiquada e não corresponde às mudanças sofridas pelo ensino superior”. O Enem, segundo ele, explora as competências, além de valorizar a leitura.


Sobre a crítica de que o exame nacional pressupõe a desregionalização do estudante, o pró-reitor é incisivo: “uma universidade federal é feita para o país”. A possibilidade da UFJF fazer uma prova nos mesmos moldes do Enem também foi considerada por Magrone. “Exigiria um custo humano e institucional enorme, sendo que sem necessidade”.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Questões nada inéditas no Enem 2011

Não é a primeira vez que trato deste assunto aqui. Em 2009, tivemos uma questão repetida em 2 edições da prova do Enem. Em 2010, fiz duas postagens mostrando questões também semelhantes, ou quase iguais, a outras. Portanto, não inéditas. Aliás, este ano veio de novo o "relógio" (padrão) de energia!

Se a proposta do Enem é trazer questões inéditas, vendo as provas podemos perceber que a maioria (na Física, onde posso analisar) realmente o são. Mas, uma ou outra parece que ainda passam desapercebidas. Algumas destas, porém, são tão comuns que de fato eu estranho que passem. Como moro em BH, foco a UFMG. E apenas lá é fácil arrumar questões parecidas, que dirá no resto do Brasil inteiro! Veja a questão 9 em "Associação de Resistores" na própria apostila que preparei!

Retirando as questões da prova Amarela do Enem 2011, veja abaixo esta, sobre pilhas. Já vi a mesma cobrança várias vezes! Esta é muito comum!

Agora aquela a que me referi, da UFMG, por sinal recente, de 2010. Entre outras, parecidas.

Se não são idênticas, concordam que cobram a mesmíssima coisa?

Na Hidrostática, separei uma do Enem 2011 e duas cariocas, respectivamente. Veja a seguir.

Percebem a notável e evidente semelhança?

Ainda que a minoria, penso que se deve evitar ao máximo estas questões. É certo que por mais criatividade que exista, é difícil fazer questões diferentes, depois de décadas de vestibular onde fizeram tudo enquanto é tipo de questão!

Porém, questões manjadas, como a da pilha, tendem a ser conhecidas por estudantes que frequentam boas escolas (infelizmente a minoria). E estes podem ser beneficiados pelo conhecimento prévio da questão, não por motivo de vazamentos.  Porém, porque elas fazem parte de suas apostilas e materiais didáticos.

sábado, 24 de setembro de 2011

Pagando muito caro

De carros a banda larga, de tablets a calçados, de eletroeletrônicos a remédios: pagamos mais caro por tudo! Tudo! Simplesmente tudo!

Por quê? Nosso capitalismo é de fachada, como disse na postagem anterior!

Não há dúvidas de que nossos astronômicos juros ajudam! Mas, talvez, o maior de todos os problemas seja a falta de competição! Exemplifiquei com a banda larga, mas vários setores da economia são assim! Não temos competição nos carros, e pagamos caro por isto! Collor disse no início dos anos 90 que eram "carroças"! Continuam sendo, e carroças caras! Compare o preço de um carro importado básico, com airbags e abs (itens, inclusive, de segurança!) com um nacional popular pelado: tá na cara que tem algo errado!

O governo protegeu a indústria nacional, em plena crise, via aumento de IPI dos importados, o que é correto. Da outra vez, em 2008, baixou o IPI dos nacionais. Porém, faltou proteger o consumidor de preços abusivos, margens de lucro totalmente atípicas no mundo, proteger o emprego do metalúrgico das montadoras e proteger a ciência e tecnologia, exigindo contrapartidas tecnológicas das montadoras. O que até agora não houve!

Sem competição, a banda larga é cara e ruim. O spread bancário é extorsivo. Os carros nacionais são caros, mesmo pelados. E por aí vai... Queremos consumir, não temos escolha, a não ser pagar!

O povo brasileiro, além da erradicação da miséria, precisa também de um choque de capitalismo: competição e concorrência, de fato. Vários ramos da indústria, dos serviços e dos agronegócios (veja o preço do etanol!) só fazem chorar: seus líderes vivem nas TVs clamando contra o "custo Brasil" e a "carga tributária". Poderiam era tratar de produzir mais, melhor e reduzindo as margens de lucro. E, quanto ao governo, bem que poderia dar uma forcinha neste sentido!

A reportagem sobre os carros ilustra o problema.

sábado, 17 de setembro de 2011

Capitalismo de fachada

Este caso da venda casada de banda larga, que vou comentando e documentando aqui, tem conexões com muitos outros exemplos correntes no país. E mostra como pensam e agem os formuladores das políticas econômicas das elites empresariais.

Durante anos, desde antes da Ditadura militar, nossa economia foi fechada a produtos estrangeiros. Lembro das poucas importadoras, lojas especializadas que vendiam de perfume a bugigangas eletrônicas a preços caros nos bairros chiques. Hoje, é difícil achar um eletrônico que não tenha nada “made in China”. E a muamba corre é solta: há shoppings especializados, como o Oiapoque, em BH. De vez em quando a polícia dá uma batida lá, e no dia seguinte tudo volta ao normal. Eu mesmo sou freguês assíduo, pois a diferença de preços é gritante! Se a regra é esta, deixar o contrabando ser vendido livremente e todo mundo sabe, inclusive as autoridades, por que o consumidor não deveria escolher o mais barato? Dão até garantias na muamba vendida, trocam produtos com defeito e tudo o mais!

Nesta semana, tivemos um aumento do IPI dos carros importados. Gritaria dos importadores, alegria da indústria “nacional”! Qual indústria automobilística “nacional”, aliás? O Brasil não tem nenhuma marca de carros! Ao contrário de outros ditos emergentes! As que estão aqui são é recordistas de envio de lucros às matrizes, no exterior! As fábricas daqui salvaram as matrizes na crise! E, nas telecomunicações, não é muito diferente! Tim, Claro, Net, Vivo, Embratel...: todas têm sócios estrangeiros!

Assim como as montadoras “nacionais” chiaram com a concorrência estrangeira, o que as teles menos querem é concorrência, também! Pouquíssimas empresas controlam a banda larga, a TV paga e a telefonia! Como no mercado de automóveis, as 4 maiores quase dominam o mercado de internet! Se reportagens recentes mostram que o preço do carro nacional é absurdo, e caríssimo, tanto que se exporta mais barato do que se vende aqui, nas teles dá-se o mesmo, e pesquisa recente comprovou isto! O brasileiro chega a gastar cerca de 5% de sua renda com telecomunicações, muito acima das economias ditas maduras! As pequenas quedas de preços, que ocorreram tanto nas telecomunicações quanto nos carros, se devem sempre à atuação do governo! Nunca pela concorrência, ou livre mercado! E a mídia, paga com grossas verbas publicitárias destes dois setores, sempre coloca a culpa nos impostos, jamais nos oligopólios e preços abusivos!

Sem atuação firme, incisiva, vigilante e abrangente do governo, estes são dois setores, carros e telecomunicações, onde preços não cairão e concorrência jamais existirá! A indústria dos “recalls” continuará firme, a venda casada de banda larga correndo solta, e o consumidor brasileiro pagando mais caro, sempre! Afinal, o objetivo das empresas é justamente este! Não têm ou nunca tiveram o menor compromisso com o país! Ou melhor, a crise mostrou que não têm nenhum compromisso com nenhum país, somente com seus acionistas!

O Plano Nacional de Banda Larga deve fazer baixar um pouco o preço, bem como democratizar um pouco mais o acesso. Da mesma forma, obrigar a indústria automobilística com metas de manutenção do emprego, nacionalização da produção, aumento da eficiência energética precisa partir do governo, pois sozinho o mercado jamais caminhará neste sentido! Os sindicalistas estão cobertos de razão em reclamar que compromissos com empregos e salários deveriam estar entre as primeiras prioridades, antes de se cogitar quaisquer tipos de incentivo ou renúncia fiscal! Como no PNBL, onde as teles pressionam para arrancar o máximo possível de concessões do governo! O que é até denunciado pela sociedade organizada!

A principal verdade que a tal crise atual, que está longe de acabar, mostrou, é esta: este tal mercado é a maior furada da paróquia! Para os consumidores, ele simplesmente não funciona! Empresas, de qualquer ramo, querem é lucro, e só! Quanto mais puderem cobrar do consumidor, do cidadão, e com o menor investimento possível, é assim que atuarão! E, como os bancos, em caso de qualquer problema ainda vão tentar empurrar a conta para nós pagarmos!

Portanto, o que cabe a nós, sociedade, se quisermos proteção, preço digno, garantia de concorrência, empregos e bom salário aos trabalhadores além de bons serviços prestados à todos os cidadãos, que tratemos de exigir do governo e da justiça (Justiça?) nossos direitos defendidos e contemplados.

Caso contrário, das empresas não devemos esperar é nada! Porque esta nunca foi a regra neste Capitalismo, cuja concorrência é de fachada! Os objetivos claros são outro$!